“Um dia depois de muito andar, escrever e fazer minhas coisas, acordei pra vida, achei que essas dores e coisas assim passavam, um dia tranquilo com o penamento longe pensei ter entendido este mistério essa coisa de dor e de conflitos internos, mas entendi de maneira errada que essa dor não era só coisa de adolescente ou de quem não tinha mais o que fazer. Pensei que somente certas pessoas causavam ou sentiam essas dores, e admito, eu achava elas um tanto esquisitas. Porém um dia olhei pra dentro ao invés de olhar pra fora e compreendi que essa dor era minha, só minha e por isso precisava lutar dentro de mim, como um filho que estivesse saindo de minhas entranhas mas como um alienígena que aqui não poderia jamais viver, porque ninguém teria que dar as condições necessárias para isso. Então ele não vivia, ele morreu. Porque precisava morrer ele possuia todas as coisas fortes e ao mesmo tempo temidas do universo; comprimia do estômago à garganta e queria gritar cá dentro, mas só depois que foi expurgado passou a viver em seu lugar e optou por força maior em ‘não existir’, foi rumo ao buraco negro do universo e lá se desintegrou para não mais voltar e assombrar as mentes humanas, pelo menos essa foi a história que me contaram.”